A angústia da espera
Cada vez mais ouço de pessoas próximas e amigas sobre a dificuldade em engravidar. Acredito que isso seja até uma forma de degradação, afinal, o efeito em 6000 anos de pecado não tem como ser diferente. Mas não ouse usar esse argumento com quem está angustiada por ainda não passar por esta experiência.
Confesso que vivi esta luta por quase dois anos. Longos dois anos! A cada mês, quando via minha menstruação descer, era uma tristeza sem fim.
Lembro de um mês, setembro, que tinha certeza de estar grávida! Afinal as tentativas estavam todas sendo realizadas de acordo com os conformes, e meu período estava atrasado quase quinze dias (e isso nunca acontecia). Até que fiz o Beta. A tristeza foi ainda maior quando vi os níveis baixíssimos do hormônio.
Como acredito em Deus, e creio que mesmo em todas as dificuldades, Ele sempre terá algo para me ensinar, lutava com Ele constantemente, clamando como Ana por um filho. Entretanto não sabia o que me aguardava.
Em março, mais uma grande decepção. Não sabia mais o que pensar. Será que tinha alguma coisa errada comigo? Algum problema com meu esposo? Será que minha filha já era um milagre? Deveria esperar por outro?
Até que em um sábado, na Escola Sabatina, chorei amargamente ao ouvir uma das músicas sendo cantadas. Clamei, orei e pedi por uma resposta. E tudo continuava no maior silêncio. Parecia que o céu estava literalmente fechado.
Não tenho com este post o objetivo de dizer que depois de muito orar você vai engravidar, até porque isso seria muita pretensão minha. Mas posso dizer com certeza, que se isso acontecer, será no momento certo. Tenho certeza que engravidei no momento certo, quando tudo o que "eu" poderia fazer, já havia sido feito. Todas as minhas contas e forças já haviam dado errado. No único mês em que não me programei, não coloquei as expectativas nas minhas ações, foi quando a Lívia foi concebida.
De qualquer forma, aprendi que as coisas não acontecem quando eu quero, mas sim quando Deus permite!
Foto: v2fotografia

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